sexta-feira, 6 de abril de 2012

Samsung aposta em carregador sem fio para Galaxy SIII


De acordo com o site coreano DDaily, O aguardado smatphone 'Galaxy S3' da Samsung Electronics será equipado com uma tecnologia de carga sem fio. Esta opção de carga será utilizada pela primeira vez na indústria de smartphones.

O funcionamento da recarga se dá por pulsos magnéticos, transferidos de bobinas do carregador para as bobinas do smartphone. Este  princípio de funcionamento já é visto nos novos cartões eletrônicos de pagamento, como os usados em ônibus, nos quais estes pulsos magnéticos são transformados em energia.


Comenta-se-se que a Samsung ainda não decidiu se este carregador sem fio será um acessório vendido separadamente ou se já virá com o aparelho. A questão envolvida neste ponto é o custo ainda alto da tecnologia, o que explicaria o fato de a Samsung estar reticente quanto a subsidiá-lo para os compradores do smartphone.

Além da possibilidade de recarregar o celular sem fios, o usuário poderá aproveitar as novas redes de alta velocidade. A publicação sul-coreana também mencionou que o novo processador do Galaxy S III será um quad-core, com todas as redes embutidas. Desta forma, o aparelho teria apelo para mercados onde o 4G já é uma realidade. Em termos de desempenho, o processador Exynos da Samsung teria clock de 1,5 GHz.

fontes: DDaily e TechTudo

domingo, 18 de março de 2012

Especial Fortaleza Digital Parte V: Internet, um local criptografadamente vigiado



Partindo para o quarto capítulo do livro Fortaleza Digital, observa-se que o enredo do livro é deixado de lado, porém, o autor vai nos prender a atenção ao retratar um ambiente familiar e, para muitos, rotineiro que é a Internet.

O autor nos transporta para uma linha do tempo ao falar sobre esse espaço intangível já nos revelando que apesar do uso em massa desse recurso ter iniciado nos anos de 1980 “A Internet não era uma nova revelação originada dos computadores pessoais, como muitos acreditavam. Havia sido criada pelo Departamento de Defesa dos EUA três décadas antes — uma gigantesca rede de computadores projetada para assegurar as comunicações do governo em caso de uma guerra nuclear.”, portanto, este recurso tão facilitador das nossas vidas é um filho da Guerra Fria com praticamente seis décadas de existência.

Pelo fato de haver uma livre circulação de informações no meio cibernético, a NSA (Agência de Segurança Nacional, sigla em inglês) considerava a interceptação desses e-mails de suma importância já que seu trabalho consiste em fornecer informações para outros órgãos do governo americano (mais detalhes ver o post Fortaleza Digital: NSA origem e importância), de modo que facilite o combate às atividades ilícitas.


No entanto, ao descobrirem que o governo americano tinha como interceptar os e-mails, este fato gerou uma onda de protestos tendo como consequência a codificação por chave pública com o objetivo de tornar os e-mails mais seguros fazendo com que se impulsionasse o desenvolvimento de chaves públicas baseadas em funções fundamentadas na teoria do caos e em múltiplos conjuntos de símbolos.

Conforme se foi compreendendo as quebras dos códigos, foi se desenvolvendo chaves mais complexas fazendo com que na década de 1990 as chaves chegassem a um comprimento de mais de 50 caracteres baseado em um código chamado ASCII permitindo inúmeras combinações. Porém, assim como se desenvolveu chaves para a livre circulação de informações no ciberespaço (criptografia), também houve evolução nas máquinas especializadas em quebrar códigos (criptoanálise).

Com a diversidade dos canais de propagação das mensagens criptografadas. E dos esforços em mostrar alternativas à evolução da criptoanálise, surgiram diversos tipos de criptografia, tais como por chave simétrica, por chave assimétrica, por hash e até a chamada criptografia quântica, esta que se encontra em desenvolvimento. Atualmente, a criptografia é amplamente utilizada na web, em segurança a fim de autenticar os usuários para lhes fornecer acesso, na proteção de transações financeiras e em comunicação. 

Com o desenvolvimento da computação quântica, a criptografia atual corre um grande risco, pois, as técnicas criptográficas utilizadas até então são consideradas seguras, já que os computadores atuais não conseguem quebrar o código em um tempo viável (para se ter uma idéia, alguns especialistas afirmam que um PC comum demoraria 100.000 anos para quebrar um código que utiliza chaves de 64bits na criptografia). Porém, os computadores quânticos seriam capazes de resolver problemas como esses em questão de horas, minutos ou até segundos, dependendo da criptografia utilizada, pois ele pode testar simultaneamente diversas possibilidades, reduzindo o tempo gasto de maneira considerável.

Mesmo o TRANSLTR existindo apenas neste best-seller e ainda não existir o computador quântico, se pode imaginar que existam máquinas semelhantes desempenhando essa rápida quebra de chaves de maneira que tudo o que é posto em meio digital é constantemente vigiado e esmiuçado nos proporcionando a falsa sensação de segurança e privacidade, mesmo nos proporcionando simultaneamente a evolução da humanidade: o desenvolvimento da tecnologia.

domingo, 11 de março de 2012

Especial Fortaleza Digital Parte IV: Mergulhando na História da Criptografia



No capítulo três da obra Fortaleza Digital, observa-se que, Dan Brown para familiarizar o público leitor (ou pelo menos tentar) com o universo tecnológico da obra, aborda de maneira bastante simplificada pontos importantes sobre a história da criptografia, ciência esta que consiste em estudar técnicas e princípios pelos quais uma informação pode ser transformada para uma forma ilegível para que apenas o destinatário, detentor de uma “chave secreta”, possa compreendê-la, tornando difícil de ser entendida a mensagem para alguém não autorizado. 

Através dessa técnica podemos modificar mensagens utilizando desde a substituição simples de números por letras ou até usando meios mais complexos através dos algoritmos em que as letras e os números são representados por bits de modo que sua compreensão seja realizada através de uma ou um par de chaves. 

Antigamente, a cifragem era utilizada na troca de mensagens, principalmente para assuntos ligados à guerra, ao amor ou à diplomacia .Segundo a obra, uma das técnicas mais clássicas e duradouras da criptografia é a técnica do quadrado perfeito de Júlio César, técnica esta que é explicada pelo autor através da personagem Susan Flecter, criptógrafa da NSA, em conversa com David Becker, professor universitário.Esta técnica que possui uma contagem de letras cujo total equivalia a um quadrado perfeito, dependendo de quanto César tivesse que escrever, por exemplo, uma mensagem com 16 caracteres usava um quadrado de quatro por quatro; se fossem 25 caracteres, seria cinco por cinco de modo que a mensagem verdadeira possa ser lida na vertical e não na horizontal.

No decorrer de certa parte do capítulo a personagem vai explicando a influência deste código criado no período do Império Romano:

“Ao longo do tempo, a ideia de César de reorganizar o texto para codificá-lo foi sendo adotada por outros e alterada para que o código se tornasse mais difícil de ser quebrado. O ápice da codificação sem uso de computadores foi durante a Segunda Guerra Mundial. Os nazistas criaram uma impressionante máquina de criptografia chamada Enigma. O dispositivo mecânico se parecia com uma antiga máquina de escrever." “ (..) Apenas através de outra máquina Enigma, calibrada era capaz de decifrar essas mensagens”.

Este tipo de criptografia pré-computacional é chamado de criptografia Clássica. A partir de 1949 deu-se início à Criptografia Moderna, com o artigo de Claude Shannon que junto com outros trabalhos criaram a Teoria da Informação, estabelecendo uma base sólida para a criptografia e a criptoanálise. Nos dias atuais, em que grande parte dos dados é digital, sendo representado por bits, o processo de criptografia é basicamente feito por algoritmos que fazem o embaralhamento dos bits desses dados a partir de uma determinada chave ou par de chaves, dependendo do sistema criptográfico escolhido.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Google Play substitui Android Market


O Google mudou o nome do Android Market para incorporar vendas de músicas, filmes, livros e aplicativos no Android competindo assim com o iTunes e iCloud.

Segundo informação divulgada no dia 6 deste mês, pela empresa norte-americana, a nova plataforma, intitulada Google Play, deve dar continuidade ao acervo já vasto de aproximadamente 20 mil músicas e filmes, voltados para usuários do Android, com a inclusão de vídeos em HD.


O Google Play vai centralizar, além do Android Market, o Google Music e a Google eBookstore, permitindo a compra de apps (são 450 mil disponíveis), vídeos (inclusive em HD), músicas (milhões à disposição) e ebooks, no mesmo local – assim como a iTunes Store para o iOS, da Apple.

O Google Play é gratuito e é uma espécie de mistura entre o iTunes e iCloud. Assim como os concorrentes, integra todo o entretenimento em apenas um lugar, acessível via nuvem em smartphones, tablets e também desktop. Através dele, será possível comprar ou “alugar”, onde quer que o usuário esteja, fontes de entretenimento favorita, entre apps, música, filmes ou livros.

No Brasil, pelo menos por enquanto, o Google Play contará apenas com o Android Market e o serviço praticamente não muda. Na loja virtual, usuários podem navegar entre mais de 450 milhões de opções de aplicativos, entre gratuitos e pagos, seja na web ou aparelho conectado.

Segundo o Google, uma atualização será feita em todos os dispositivos Android, automaticamente. Por isso, não estranhe se, nos próximos dias ou meses, o ícone do Market desaparecer, dando lugar ao Google Play.


Mas se você não se aguentar de curiosidade(assim como eu), ai vai as instruções para o download e a instalação:

Basta fazer o download neste link,
Passar para o cartão SD
Navegar até ele através de um gerenciador de arquivos e instalar.

Outros posts:
Especial Fortaleza Digital Parte III: EFF A Defensora dos Nossos Direitos.
Especial Fortaleza Digital Parte II: NSA - Origem e Importância

sábado, 3 de março de 2012

Especial Fortaleza Digital Parte III: EFF A Defensora dos Nossos Direitos.



Vista como arquirrival da NSA, a EFF (ElectronicFrontier Foundation) se trata de uma instituição relatada no decorrer do Fortaleza Digital como uma velha e antiga pedra no sapato da NSA já que esta utilizava um supercomputador para ter acesso a informações dos usuários da Internet através da interceptação de informações.

Essa instituição defensora dos internautas é descrita de forma bastante real. Apesar de ter sua ideologia presentes apenas em alguns personagens, não possui grande importância com o decorrer da história do livro.

Segundo as palavras da obra, a “EFF — ElectronicFrontier Foundation — era uma entidade mundial formada por usuários de computadores que haviam criado uma pode­rosa organização para a manutenção dos direitos civis, destinada a apoiar a liberdade de expressão e instruir outras pessoas sobre os fatos e os perigos de se viver num mundo eletrônico.”


Na vida real a EFF, instituição sem fins lucrativos, foi fundada em julho de 1990 com objetivo de defender o direito de todos se expressarem livremente, em especial pela Internet, e encontra-se atuando em prol de nossos direitos em questões como as da PIPA e da SOPA, nos direitos de propriedade intelectual, privacidade entre outras questões. 

A importância dessa instituição é algo que poderia ser relatado por muitas páginas, por isso deixo ao final deste post o link do site da EFF para aqueles que quiserem saber mais https://www.eff.org/.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Especial Fortaleza Digital Parte II: NSA - Origem e Importância


Continuando os comentários acerca do livro Fortaleza Digital, falaremos neste texto sobre a instituição em que gira este primeiro best-seller de Dan Brown: A Agência de Segurança Nacional (NSA, sigla em inglês) que é simbolizada por uma águia americana, de asas invertidas, segurando ferozmente uma chave de prata.

O primeiro contato que se tem com esta agência na obra aparece no capítulo três através da seguinte descrição: “Não apenas a NSA existia de fato, como era também considerada uma das organizações mais influentes do mundo. Coletava informações de inteligência de todo o planeta e protegia informações secretas norte-americanas há mais de 50 anos.”

Fundada pelo presidente Truman no primeiro minuto do dia 4 de novembro de 1952 a Agência de Segurança Nacional é responsável pela SIGINT, sistema de inteligência obtida a partir de sinais, incluindo interceptação e criptoanálise. Também é o maior núcleo de conhecimento em criptologia mundial, apesar de raramente divulgar alguma informação sobre as suas pesquisas. A NSA é a única organização de inteligência dos Estados Unidos que tem carta branca para agir em completa independência em relação à esfera federal.

É importante ressaltar que mais a frente, o livro enfatiza a importância desta instituição relatando-a como “uma das organizações mais influentes do mundo”, tendo, segundo o livro, “um objetivo muito bem definido: proteger as comunicações do governo dos Estados Unidos e interceptar as comunicações de forças estrangeiras.”. 

Segundo o site Wikipédia, acredita-se que a NSA/CSS, com a cooperação de agências equivalentes em países como Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia dentre outras, sejam as responsáveis por um sistema chamado Sistema Echelon. Suspeita-se que através deste sistema suas capacidades transformam-na na maior interceptora de transmissões telefônicas, fax e até tráfego de dados da Internet, com o objetivo de procurar ameaças à segurança mundial. Há vários locais onde são interceptadas essas transmissões, das quais se destacam os Estados Unidos e a Inglaterra como os mais recorrentes. 

Com isso, percebe-se que a NSA ao mesmo tempo, que é pouco conhecida ao público, ela se mostra de um grande grau de importância nas nossas vidas proporcionando aos usuários dos meios de comunicação em geral, em especial aos dos países aqui citados, a falsa sensação de privacidade com as informações transmitidas por este meio, portanto uma falsa segurança.

Em resumo, vê-se que o primeiro e não menos importante best-seller de Dan Brown, evidencia com mais de uma década de antecedência questionamentos acerca de algo tão presente em nossas vidas como os meios digitais.

Outros posts:

 
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